2001 - Ano III


Lançamentos


 

A Casa Jorge Editorial convida

A Era Vargas

de José Augusto Ribeiro

O lançamento será no próximo dia 3/10/2001, a partir das 19h, na Livraria do Museu, no Museu da República, à Rua do Catete, 153.

A Era Vargas é resultado de 20 anos de pesquisa. José Augusto Ribeiro, filho de um dos fundadores do PTB no Paraná, em 1945, foi criado numa casa getulista e ficou muito chocado com os acontecimentos que resultaram na morte do presidente.  Acompanhou toda a crise de agosto de 54 e ficou indignado com o tratamento dispensado ao presidente antes e depois do seu suicídio.

Desde muito jovem, José Augusto colecionou recortes de jornais e revistas, leu tudo o que se escreveu sobre Getúlio Vargas. Começou a trabalhar sistematicamente na organização do material em 1980, e só em 1999 começou a escrevê-lo efetivamente.

O livro

A Era Vargas, em três volumes, cobre mais de 70 anos de História do Brasil – da fundação do Partido Republicano no Rio Grande do Sul, em 1882, à morte de Getúlio, em 1954.

O primeiro volume trata dos antecedentes da Era Vargas, passando pelo debate da campanha presidencial de 1929-1930 e pela questão social, negada por Washington Luís, que foi um dos pontos principais da plataforma de Getúlio Vargas.

Em seguida, reconstitui as primeiras decisões do primeiro governo (1930/45), como a criação dos Ministérios do Trabalho e da Educação, com as quais, garante o autor, Getúlio retomava as propostas sociais de José Bonifácio na fundação do Brasil independente.

Neste volume são tratados ainda a legislação trabalhista, que José Augusto Ribeiro contesta ser de inspiração fascista e copiadas da Carta Del Lavoro, de Mussolini; a política econômica do primeiro governo Vargas e do Estado Novo, e o verdadeiro papel do Brasil diante de Hitler e da Segunda Guerra Mundial. Os capítulos finais falam do desmonte do Estado Novo por Vargas, do movimento queremista e da fundação do PTB; da queda de Getúlio e da eleição de Eurico Gaspar Dutra para a Presidência da República.

O segundo volume cobre o período que vai do lançamento da candidatura de Vargas à Presidência da República, em 1950, às vésperas da crise política de agosto de 1954, que determinaria o fim do seu segundo governo e da sua vida.

A reconstituição do segundo governo Vargas, as pressões internas e externas que sofreu – a exigência norte-americana de tropas para a Guerra da Coréia, recusada por Getúlio, a suspensão de linhas de crédito internacionais, as reações ao controle da remessa de lucros por empresas estrangeiras, as resistências ao projeto da Petrobrás e a retenção do projeto da Eletrobrás.

O volume 2 trata também da mudança do ministério e das pressões sofridas, principalmente depois que o Ministro da Fazenda, Oswaldo Aranha, estabelece o controle das moedas estrangeiras  para favorecer as exportações, dificultar as importações de supérfluos e aliviar o estrangulamento cambial sobre a economia brasileira. Narra, também, o crescimento da oposição pela UDN, liderada por Carlos Lacerda, declaradamente o maior adversário de Getúlio Vargas, a tentativa de impeachment, o programa de desenvolvimento de energia atômica para fins pacíficos, a apreensão dos equipamentos de pesquisa no porto de Hamburgo pela polícia militar inglesa, a pedido do governo dos Estados Unidos. Para finalizar, o atentado contra Carlos Lacerda, com a morte do major Rubens Vaz, que precipitaria a crise de agosto de 1954 e a morte de Vargas.

O terceiro volume é dedicado aos acontecimentos desencadeados pelo atentado da Toneleros, na madrugada de 5 de agosto de 1954 até a morte de Getúlio, no dia 24 do mesmo mês.

José Augusto Ribeiro analisa os acontecimentos desses 20 dias – do atentado ao suicídio -, as versões dadas a eles e, sobretudo, o contraste entre o comportamento de um presidente acuado e pressionado e o de seus adversários e inimigos, que o queriam destruir a qualquer preço.

O autor

Com 63 anos, formado em Direito pela Universidade do Paraná e jornalista desde os 16 anos, José Augusto começou a trabalhar aos 14. Aos 17, redator da Câmara de Vereadores de Curitiba, foi contratado pelos jornais A Tribuna do Paraná e O Estado do Paraná, também como redator. No ano seguinte já era editorialista e editor-político, com o título de redator-chefe d’O Estado do Paraná, função em que permaneceu até 1963, quando deixou Curitiba pelo Rio de Janeiro, ingressando n’O Correio da Manhã. Editor internacional e editorialista no Diário Carioca, redator da revista O Cruzeiro, de 1964 a 1965; Subeditor internacional do Jornal do Brasil, em 1966; editor internacional da Última Hora, em 67; editor internacional e chefe de redação na revista Fatos e Fotos, entre 68 e 69; novamente editor de pauta e de notícias no Jornal do Brasil nos dois anos seguintes; chefe de redação e editor-chefe no Globo entre 72 e 79 e colunista político de 79 a 82; comentarista político da TV Globo, repórter e entrevistador, de 80 a 82; diretor de jornalismo no Rio e chefe de redação em São Paulo na TV Bandeirantes entre 82 e 90; assessor de imprensa na campanha presidencial de Tancredo Neves (1984-85); redator da revista Cadernos do Terceiro Mundo, Ecologia e Desenvolvimento e diretor da revista Mercosul de 1990 a 1994.Em 1987 publicou o livro De Tiradentes a Tancredo, Uma História das Constituições do Brasil; e em 88, Nossos Direitos na Nova Constituição. Dr. Tancredo, em parceria com Mauro Salles, biografia do Presidente Tancredo Neves, e O Governo Jânio Quadros, estão sendo finalizados, enquanto produz e apresenta o programa semanal Debate Brasil, nas TVS Comunitárias do Rio e Brasília.